Retalhos

Domingo , 20 de Abril

The G's

Eu tenho o prazer de anunciar o meu mais novo blog:

The G's
Tocando nos melhores pontos.


Abordando temas mais maduros de maneira mais ácida, o blog mantém os contos periódicos e outras atrações.
Por favor, acessem http://thegs.wordpress.com

E divirtam-se!
Escrito por Tuan às 16h06
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Domingo , 13 de Abril

Hora de brincar

No começo era normal.

Eu andava com elas pra lá e pra cá. Divertia-me a valer.
Em casa, na escola, na rua...

E eu sempre fui muito popular, então nunca me faltavam opções. Eu organizava tardes com chá, jantares, festas. E todas vinham, sorrindo como sempre.
Uma ilusão de felicidade, que eu continuava a simular.

Até que eu me cansei.

O porão aqui de casa é bastante escuro, úmido e fétido. A única luz mal ilumina o balcão que o papai usava para fazer concertos e trabalhos manuais. Ele guarda as ferramentas dele, do lado da máquina de lavar da mamãe.

A primeira vez a gente nunca esquece.
Eu a trouxe aqui para baixo, e brincamos um pouco perto do balcão. Eu a deixei ali, e fui pegar algumas ferramentas. Peguei um alicate, alguns pregos, uma chave de fenda e o mais legal: Um martelo pneumático.

Com um movimento rápido e preciso, cravei a chave de fenda na cabeça dela. Ela nem se moveu, nem disse nada. Ficou ali imóvel inanimada.
Mas a sensação que eu senti foi maravilhosa, não sei explicar direito.

Coloquei as coisas no balcão, e fiquei só olhando por um pouco. Admirando o que eu tinha feito. Até que eu resolvi apimentar as coisas.
Primeiro tirei a chave de fenda.
Usei os pregos e o martelo para prender os braços e as pernas ao balcão. Foi mais fácil do que eu imaginava.
Em seguida, usei o alicate para tirar o cabelo.

Foi a parte mais divertida, sem brincadeira! Os cachos dourados iam se espalhando pelo porão, iluminando o lugar de uma maneira formidável.
Ter os cabelos retirados assim deve ser uma sensação e tanto!

Quando terminei com ela, já tinha me cansado. Estava irreconhecível.
Nunca mais poderia brincar com ela.
Tudo bem, nunca gostei muito dela. Achava muito falsa! Ninguém podia ter cachinhos dourados tão bonitos iguais aqueles.

O dia seguinte eu me senti um pouco sozinha, e entediada. Resolvi fazer de novo.
Sem muito esforço, trouxe mais uma lá pra baixo.
Dessa vez eu me diverti usando aquela pistola de pregos super irada!

Com o tempo... Isso foi virando uma rotina, e sempre tentava inovar.

Até que mamãe desceu lá para lavar algumas roupas e descobriu tudo. Ta certo que eu sempre tentava limpar tudo, mas sempre fica algum pedacinho pra trás.
A mulher ficou insana. Teve crise de choro e tudo mais.
Deu-me uma bronca e me colocou de castigo. Naquela altura, já tinha feito umas nove vezes. Lembro da Susy, da Polly... Essas foram as mais interessantes.

Quando papai chegou do trabalho, ela contou tudo pra ele.
Decidiram que eu tinha que ir ver um psicanalista. Eu fui, mas achei uma grande baboseira, aquele idiota me tratando feito criança.

Não fiz de novo durante todo o verão.
Mas eu havia percebido, que só me divertia a valer quando eu brincava no porão.

Mas como eles haviam me proibido de descer lá, eu resolvi brincar no meu quarto mesmo. Ali ninguém ia desconfiar. E como sempre estava bagunçado, não iam reparar nada estranho.
Eu sei que as paradas legais estão no porão, mas eu me virei bem com os utensílios de cozinha. Acho que eu tenho um talento pra coisa.

Mas sabe como é, as vezes a gente extrapola. E eu sei que eu exagerei quando resolvi amarrar três juntas lá em cima, e botar fogo.
Na minha cabeça, a coisa parecia insanamente divertida, além dos limites.

Elas me olhavam paralisadas, seus rostos congelados feito plástico, sem expressão, sem sentimento, como perfeitas vacas hindus. E eu odiava isso!
Mas descobri que o poder do fogo pode mudar as coisas.
Enquanto elas queimavam, eu finalmente via algo em seus rostos. Desespero, dor, agonia, e aquela apatia escorriam junto com a pele que derretia.

Só que o cheiro peculiar da fumaça se espalhou pela casa, e mamãe veio correndo. Ela pirou mais uma vez!
Tentou apagar o fogo de qualquer forma, mas já era muito tarde... Elas não tinham salvação.
Mamãe me olhou como se eu fosse uma aberração.
Mas era tão divertido!

Ela jogou tudo no lixo, e me colocou de castigo. Eu não liguei.

Então meus pais tomaram medidas drásticas,  e daquele dia em diante, eu nunca mais ganhei bonecas de presente.


Escrito por Tuan às 10h47
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Domingo , 06 de Abril

Comentário - A PESTE


O livro "A Peste" do escritor francês Albert Camus, relata um período onde a cidade de Oran se vê rapidamente assolada pela peste, doença muito fatal para época e que já havia causado grandes danos a humanidade em séculos passados.
Para evitar o pior, as autoridades se vêm obrigadas a fechar todo e qualquer contado com o mundo exterior.
E é nesse clima que a crônica vai tomando forma, onde o desepero individual vai se tornando um flagelo coletivo, onde a fé começa a desaparecer, e a lucidez vai se esvaindo...
Com personagens muito realistas, e com passagens filosóficas escondidas em diálogos bem costurados, o livro te introduz em um estado de desespero que o deixa preso dentro de seus "muros".

Mesmo sendo de menor grandeza em comparação com "O Estrangeiro", obra prima de Camus, "A Peste" deve ser apreciado com singela atenção.

Decreto: Bom pra quem gosta!


Escrito por Tuan às 19h47
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Jovem

Eu tenho pouco mais que vinte anos.

Sou jovem e tenho a vida toda pela frente.
Juntei um pezinho de meia, mas ralei pra caramba em vários "trampos". Uns legais... Outros nem tanto.
Odeio quem fica parado.

Já trabalhei em uma loja de fast food famosa. Ahaha... Lá era engraçado trabalhar, só que eu vi umas coisas que te fariam comer comida natural na hora. Deve ser por isso que me tornei vegetariano.

Trabalhei também com o meu tio, no cultivo de alface hidropônica, o processo é bastante minucioso, e o resultado é maravilhoso, e o serviço um saco!
Fui funcionário em uma microempresa de confecção de sacola... Eram as mais vagabundas possíveis, sempre rasgavam e nunca saiam iguais. Mas por alguma razão a empresa continuava funcionando. Deve ter alguma coisa a ver com os homens que sempre pareciam por lá com maletas e roupas de fino uso, para se encontrarem com o meu chefe, que parecia ser bem mais rico do que devia ser.

A casa agropecuária é outro lugar que eu não me esqueço. Os cãezinhos, os passarinhos. Gosto bastante de animais, sabe? Cheguei até a levar um pra mim. O Bobby, um viralatinha.

Quando eu trabalhei naquela fábrica de fogos de artifício, eu aprendi algumas coisas úteis e muita, mas muita coisa inútil.
No final de semana,  sempre me exibia pra criançada da vizinhança com uns foguetinhos massas! Eu estaria lá ainda, se a fabrica não tivesse pegado fogo e explodido, matando um bocado de gente. Sorte minha que era a minha folga.

Foi trabalhando no mercado que eu conheci a garota que eu estou namorando agora. Foi lá no mercado também que eu perdi a virgindade. Atrás, lá onde os clientes não podem entrar.
Foi mais engraçado do que gostoso. Mas a gente foi aprendendo.

Já entreguei de tudo, e em todo lugar. Pizza, pão, marmitas, pastel, esfirra, jornal, mensagens... Pense em alguma coisa, e algum lugar. Já entreguei nesse endereço!
Mas de todos os empregos de entrega, o de jornal foi o mais recompensador. Apesar de acordar no frio da madrugada, e trabalhar de bicicleta subindo e descendo morro, as pessoas que assinam jornal são únicas.

Igual o Seu Jorge, que sempre esperava o jornal na porta, de pantufas, tomando café numa caneca de macaquinho.
A Dona Raquel odiava que eu jogasse o jornal nas rosas dela. Teve um dia que ela correu atrás de mim com vassoura e tudo. Ahaha... Eu nunca errava uma!
O Pedro raramente conseguia ler o jornal dele, o seu cachorro o estraçalhava todinho... Antes de cair no chão! Era algo fenomenal.
Tinha também uma casa, estranha... Onde o jornal do dia anterior estava lá, sempre no mesmo lugar. E com o tempo foi acumulando... Até que cortaram a assinatura dessa pessoa por falta de pagamento. Nunca vi quem era.

Hoje eu estou trabalhando em um escritório, onde o serviço é bom e o pagamento é decente. E pelo jeito vou me estabilizar por aqui. A minha garota engravidou.
E a grana que eu estava guardando todo esse tempo, vai ser útil agora.

Os pais delas a mandaram para fora de casa. Eu tentei conversar com eles, mas disseram que não falavam com perdedores, e que não tinham mais uma filha. Tenho pena deles. Eles são os típicos clientes insatisfeitos, que em todo lugar você vai ter de encarar. E eu já encarei muitos deles, e já nutri muitos desafetos por causa disso.

A minha casa é pequena, mas a vovó não se importou de eu trazer a Cris pra cá. Vou dividir o meu quarto com ela, até a gente se arrumar melhor.
O mais importante por enquanto, é comprar um transporte decente pra gente.

Um amigo me disse que tem uma pessoa vendendo um carro em bom estado, bem barato. Justo o que eu precisava.
Vou até lá pra verificar.

Realmente muito legal... Só tem que refazer a pintura que é um pouco estranha, e tem um amassado no pára-choque... Nada demais.
O cara que queria vender o carro parece ser trabalhador, e gosto disso nele. Chuto baixo no preço de oferta, e sem muita luta ele aceita. Surpreendo-me bastante.

Esse meu amigo me conta mais tarde, que ele precisava do dinheiro pra pagar o enterro do pai. Se eu soubesse, eu teria oferecido um valor justo no carro.
Mas sem querer, ele fez uma boa ação, porque com o dinheiro que eu economizei, deu pra mandar a Cris pra um exame pré-natal importante. Dizem que o quarto mês é sempre bastante complicado. Mas ta correndo tudo bem.

Aproveito a grana que sobrou, e o carro para fazer uma despesa e abastecer os armários lá de casa. Minha mulher não pode passar vontade!
Eu compro bastante bolacha recheada, aqueles iogurtes, uns suquinhos de caixinha... E mais um monte de porcariada. Levo também o básico, e o fundamental.
A compra fica um pouco cara, mas vai ser legal chegar em casa e ver o rosto da vovó.

No estacionamento do mercado eu vejo um cara estranho. Bastante feio... Uma cicatriz bastante bizarra na bochecha o diferenciava de todo mundo. Eu fico com medo, porque ele está perto do meu novo carro.
Mas agora eu vou ser um pai de família, e não posso demonstrar fraqueza.

Abro o porta-malas e coloco as compras lá dentro. Mas antes de fechar a capota, eu sinto um som surdo e forte. E um zumbido fica na minha cabeça... E uma dorzinha aguda que vai pulsando.
Eu olho para trás e o cara da cicatriz esta falando alguma coisa que eu não consigo escutar.

Em um das mãos ele tem uma arma, que ainda parece estar quente, com um pouco de fumaça, e na outra mão, ele balança uma foto. Eu vejo um cachorro.

Bobby?
Não... É diferente.
Será que ele é um cliente insatisfeito? O que ele queria me dizer? Nunca saberei...

A essa altura eu não controlo mais o meu corpo e já estou no chão, enquanto o sangue se espalha ao meu redor.
Antes de apagar, eu ainda vejo pessoas correndo até mim... Espantando o agressor.

Graças a elas, hoje eu estou vivo. A parte ruim é que eu estou em uma cadeira de rodas, não falo e não tenho coordenação motora. Paralizado para sempre.
Minha vó trata do meu filho recém nascido e de mim, da mesma forma, já que a minha namorada me abandonou.


Eu tenho pouco mais que vinte anos.
Sou jovem, e eu tinha a vida toda pela frente!

O FIM!


Escrito por Tuan às 00h51
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Sábado , 29 de Março

Eu não ligo mais.

O telefone toca...

Acordei com gosto de guarda chuva na boca. Uma experiência nada legal.
Minhas articulações pareciam ranger e eu sentia uma dor lancinante no pescoço. Os olhos se recusavam a abrir, e ardiam como se vidro despedaçado estivesse sobre eles.

Com algum esforço eu me levanto do sofá. Na casa em que vivo, o lugar mais confortável que tenho para dormir é a cama nova no quarto. Só que raramente eu consigo chegar lá. Geralmente eu tropeço na mesinha da sala, e acabo "desmaiando" aqui no sofá mesmo. Só dormi umas duas vezes na cama.

Eu ainda estou com a mesma roupa de ontem. Roupas de trabalho. Não uso uniforme, porque lá na firma ninguém usa uniforme. O meu serviço é pesado, mas é bastante fácil, é só colocar aquela peça pesada na esteira, enganchar as correntes, e apertar o botão.
Eu poderia fazer isso de olhos fechados, porque eu sou muito bom nisso. Na verdade, às vezes eu faço isso de olhos fechados.
Meu turno é o da noite, e apesar de nunca dormir muito, sonhar é bom... E eu sonho assim mesmo, de pé, acordado, trabalhando pesado.

O telefone toca.

As roupas do trabalho são boas de se trabalhar com elas, porque afinal é pra isso que elas servem. Mas elas são péssimas de se dormir no sofá. Deixa o corpo todo marcado, e é meio sufocante às vezes. Mas eu nem ligo mais.
Eu não ligo mais pra um bocado de coisa... Não ligo mais para os calos que se formam em minhas mãos, no começo eles doíam, mas agora são eles que impedem que eu sinta dor no manejo das ferramentas lá na firma. Não ligo mais para os pombos que vivem fazendo ninho no meu telhado, antes eu ralhava, agora nem isso. Não ligo mais para o jornal que ficou entulhado no meu quintal, até que eles cortaram a assinatura por falta de pagamento... Não ligo mais pra cobranças mesmo. Não ligo mais pra poeira que se junta sobre os meus troféus de boxe. Não ligo mais a TV... Até que gostaria de ligar, mas ela queimou e eu não ligo mais pra concertos pequenos.

Mas eu ligo sempre para o meu pai.
Meu pai mora em outra cidade em uma casa de repouso. A melhor que eu pude pagar com o meu dinheiro, todo ele. Meu pai sofre de um problema de memória, com um nome estrangeiro. O negócio é que ele sabe que tem um filho, mas nunca se lembra que seu filho sou eu. Sempre que falo com ele, eu tenho de me apresentar de novo.
No começo, era frustrante... Mas hoje eu não ligo mais. As vezes, eu conto uma história, uma mentirinha qualquer sobre eu ser bem sucedido, rico e tudo mais. Outras vezes eu conto pra ele os sonhos que eu tenho no trabalho, esses são os que ele mais gosta de ouvir, não sei bem porque, mas isso me mantém sonhando... E sei que quando eu conto a história ele vai ficar feliz em tê-la ouvido pelos próximos 5 minutos, até esquecer que estava ao telefone com o filho.

O telefone toca.

Teve uma vez que eu sonhei que tinha um cara morto no meu quintal, de cara no chão. Eu virei ele, e quando fui ver... O cara era eu. Um sonho bastante bizarro! Esse não contei pro meu pai. Acho que ele não ia ficar feliz...

Toda vez eu tropeço na mesinha do centro aqui da sala. Eu devia tirar ela daqui... Mas eu nem ligo mais.
Fazia tempo que eu não recebia uma ligação, e curiosamente o telefone estava tocando.

Eu atendo com uma voz rouca, de quem acabou de levantar. Algo meio inconsciente pra demonstrar a minha insatisfação.
A voz do outro lado é de uma mulher, ela parece aflita. Pergunta-me se eu sou eu, e eu digo que sim.

Ela fala que meu pai está passando mal, e está chamando por mim. Pelo meu nome. Por um instante eu fico feliz ao saber que ele se lembrou de mim, mas em seguida um desespero me abate. Meu pai está morrendo.
E de todas as coisas, ele é a única pra qual eu ligo.

Eu tenho de estar lá. Eu preciso segurar a sua mão e beijá-la e contar uma história, e ouvir o seu risinho sufocado.

Pego as chaves do carro na mesinha da sala. Saio correndo feito um louco. Não me importo com sinais de trânsito, com leis, com nada.
Piso fundo e só consigo pensar no papai.

Não me preocupo de entrar na zona mais barra pesada da cidade, o caminho é mais curto por aqui, e tempo é uma questão vital.
E a vida, é uma coisa muito frágil. Infelizmente, frágil também era a cachorrinha que pulou na frente do meu carro.

Eu quando eu a vejo ali, parada... Hipnotizada pelos faróis do carro, eu sei que não vai ter como desviar. Eu perderia o controle a essa velocidade.
Tudo que eu faço é segurar firme no volante, e torcer para que ela não tenha sofrido. Pobre animal...

Eu pararia, porque eu gosto muito de animais... Mas eu não ligo mais.

Eu só ligo pro meu pai.

 

CONTINUA...
Fim da parte 2.



Eu havia dito que não ia fazer uma sequência, assim logo de cara. Mas acabou que eu fui sedendo.
De qualquer maneira, a história ta tomando consistência.

Espero que gostem e seus comentários são bem vindos!

Ouvindo>>> "Nocturne - Happy"


Escrito por Tuan às 19h45
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Quinta-feira , 27 de Março

Tempo livre


No meu antigo emprego, programar o tempo livre era uma tarefa muito difícil.
Não podia estudar, nem me divertir... Nem nada!

Era viver para o trabalho, me estressar e gastar todo o meu dinheiro na livraria em que eu trabalho agora. Enfim, um investimento que agora vai ter retorno! Rê, rê!
Mas era um saco aquela época, e eu vivia me martirizando por não ter a possibilidade de fazer nada.
Só vivia moído em casa.

O que mudou agora, que eu tenho um emprego bem mais legal, no horário comercial?
Nada! E isso muito ruim!!

Descobri que o problema não é externo... Sou eu, que me bloqueio. Que não me permito evoluir.
Mas isso vai mudar!! Ah se vai.

Ontem e hoje, estive pensando em tudo que eu podia fazer para manter o meu dia atarefado, a minha mente ocupada e a minha conta bancária vazia.
As conclusões foram bastante... inconclusivas!

Pugilismo é uma parada que eu amo de paixão! Sempre amei, e também sempre tive vontade de praticar e não só acompanhar. Fiquei sabendo de uma ou duas academias que ofereciam treino. Eu me empolguei e tudo mais, mas eu não sei se vai rolar. Além do fato do meu físico ser comparável com o de uma minhoca morta (seca, torta e sem mobilidade), chegar no trabalho com o olho roxo não ia pegar bem. É uma possibilidade remota, mas ainda não está descartada.

Estudar uma nova língua foi uma das primeiras coisas que me veio a mente. Sempre gostei de aprender novas línguas, e eu definitivamente devo aproveitar esse meu tempo livre pra melhorar nesse aspecto. Alemão, Italiano, Mandarim, Francês... por onde começar?  Alguma coisa eu sei que vou fazer!

Curso de Web Design é uma coisa que eu sempre tive vontade de fazer. Meu pai nunca apoiou essa idéia, porque dizia que isso é hobby e não profissão. Agora quando ele abre o jornal, e vê várias vagas para web designers ele se arrepende, eu acho. Mas enfim... Agora que eu tô podendo me bancar(?), um curso nesse estilo ia ser uma ótima oportunidade de expandir os meus horizontes e desenvolver as minhas habilidades. Além de tornar esse blog humilde em uma parada mais atrativa. A sorte esta lançada... A próxima vez que o meu nome for sorteado(essa semana) eu vou aceitar fazer um tour na escola de informática e discutir valores.

Ciclismo é bastante divertido. E eu sempre pratiquei meio que pela tangente. Sou um feliz propritário de uma "duas rodas tração humana", e nunca deixei falarem mal das magrelas. Estive pesquisando e encontrei esse Site massa que ensina bastante coisa bacana sobre como pedalar feliz da vida. Se eu encontrar a minha bicicleta ideal, só vai dar eu subindo e descendo pelas ruas dessa cidade que é um morro só...

Escrever um livro sempre esteve nos meus planos. Escrevo um pouquinho aqui e ali... Mas nada que possa de chamar de um projeto. Quem sabe mais pra frente, quando eu tiver uma boa história para contar.

World of Warcraft... Aaah! Seria o fim da vida social, e o início de uma empreitada nerd em busca do alter ego virtual perfeito, ou não. Desde que seja divertido. Ouvi dizer que a comunidade Brasileira no Wow está crescendo, e que compensa muito mais jogar no oficial, do que nesses piratas meia boca. JOIN THE HORDE!

Mas eu ainda não me decidi... Talvez eu faça tudo isso. Talvez eu faça nada disso... Mas uma coisa eu tenho certeza, tô precisando de uma compania!

Ouvindo>>> "Dominguinhos - Isso aqui tá bom demais"


Escrito por Tuan às 21h53
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Olá, posso ajudá-lo?!


Só ta dando uma olhadinha?
Então fica a vontade!

Minha rotina é mais ou menos essa agora.
Trabalhar em uma livraria é bem diferente do que eu imaginava que ia ser. Estar do lado de lá (ou de cá, não sei mais) é uma experiência bastante divertida.

As minúcias do serviço, que geralmente passam despercebidas pelo grande público, e que definitivamente passavam despercebidas por mim quando cliente, fazem do dia a dia uma aventura diferente.
Mas existem coisas que são sempre iguais... Como aquele cliente que vai lá todo dia, e por isso tem direito a cafézinho na faixa, aquele menininho que acompanha a mãe e que por acaso sempre encontra sem querer uma bexiga, no mesmo lugar que encontrou no dia anterior. O pessoal de editoras falando de prazos e datas de consignações. O pastelzinho de queijo e a garrafinha de Cola que eu comi 5 dias seguidos no almoço...

Enfim!
Minha vida está mudando, e eu acho que pra melhor. Tô aprendendo muita coisa que me vai ser útil no futuro. E conhecimento, é algo que nunca vão me tirar.
O meu salário... hum, vamô mudá de assunto né!

Ouvindo>>>  "Jonathan Coulton - Still Alive"
Escrito por Tuan às 21h03
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Sexta-feira , 21 de Março

Linda

Linda está morta.
Eu corro até ela, mas seu coraçãozinho já não batia mais. O sangue escorre grosso e lentamente pelo asfalto quente. Só consigo ver que o carro é laranja. Um carangão laranja, fazendo a curva em alta velocidade.

Uma lágrima escorre em meu rosto, e cai na rua, se misturando ao sangue de Linda. Eu a amava, mais que tudo! E agora ela se foi.
Tiro o meu casaco e envolvo seu corpo frágil para pegá-la no colo.
Eu a enterro no quintal de casa, assim mesmo sem muita cerimônia. Ela entendia as minhas condições melhor do que ninguém, e eu era a única coisa mais próxima de família que ela tinha.
E, além disso, eu não podia perder tempo... Tinha um assassino pra pegar.

Eu sou um cara durão, amargo. Já apanhei e já bati muito de frente com a vida. Mas aprendi as manha
s.
Quando fui preso pela segunda vez, ninguém resolveu se engraçar comigo. Não depois do que aconteceu com aquele carcereiro. Peguei uns aninhos a mais, mas valeu a pena! Totalmente.

A cadeia virou tipo o meu segundo lar, por uns tempos... Uma noite no bar, outra na cadeia. Foi nessas que eu ganhei essa cicatriz da minha bochecha, que impede que a minha barba cresça por completo. É uma parada bem feia, mas eu nunca fui lá muito bonito.
Só os meus olhos, que são azuis... Mas ninguém repara, só a minha mãe, acho. Só que ela já morreu também... Pobre desgraçada.

Nessas minhas andanças, eu conheci muita gente legal. Tom era o meu melhor amigo, foi ele que me apresentou a Linda, disse que a tinha encontrado na rua. Eu tratei dos ferimentos dela, e a acolhi. Se não tivesse sido o Tommy, ela tinha morrido naquela mesma semana. Ta certo que agora ela ta morta, mas eu não teria tido tantos bons momentos, tanta coisa boa pra me lembrar na velhice. Enfim, foi uma pena ele ter pulado daquele prédio... Mas se não fosse isso, seriam os traficantes. Ele se envolveu com os caras errados... Um pena mesmo!

Outra pessoa legal que eu conheci foi o Mike. Ele é dono do Mike's.
O bar que a galera costuma freqüentar. A galera vai em peso... E lá você sempre encontra o que você procura. Mike é bem liberal, e a polícia cansou de perder gente lá... Então é tipo uma zona segura.

Depois que eu conheci a Linda, a minha vida mudou. Sosseguei... Eu via nela, uma coisa boa no mundo. E isso me acalmava.
Cadela! Por que você foi morrer?
Eu fico mal quando você não está por perto... Linda! Já sinto sua falta.

Entro no Mike’s sem fazer muito estardalhaço. Não sei se o Mike gosta de mim de verdade, ou se ele só tem medo de mim. O importante é que ele me respeita, e sempre me ajuda quando preciso.
Faço as perguntas certas, e descubro quem tem um carro laranja idiota.

Em pouco tempo, já estou caindo em cima do maldito feito um raio.
Meus punhos são rápidos, e o sangue dele se espalha pelo chão da sala de estar.

Ele me chamava de louco, e eu realmente estava louco. Ele fingia não saber do que eu estava falando, então eu dou uma ajudinha pra ele se lembrar... Mostro a ele a foto de Linda, mas seu rosto desfigurado não se meche.
Maldito sem coração... Uso a minha faca para fazer arte moderna. Uma parada bastante abstrata.

Algum tempo, e alguns cigarros depois. Eu já estou mais calmo. Vou até a garagem do maldito e me deparo com uma realidade horrível. Peguei o cara errado... Esse carro não é laranja, é alaranjado. Não é a mesma coisa!! Porra, não é a mesma coisa.

Ele disse que não tinha nada a ver. Porque eu sou tão cabeça dura?
Idiota, quem mandou ter um carro com uma cor tão horrível...

Eu o coloco no porta-malas, e dirijo até um lugar distante...

Fico ali um pouco... Vendo tudo pegar fogo. E eu choro. Linda... Por que fariam isso contigo? Você era tão amável, tão pacífica. Você despertava as coisas boas em mim.
Que tipo de maluco seria capaz de uma atrocidade dessas? Que tipo de mundo nós vivemos...?

Saio dali antes que a fumaça atraia os tiras. Não podia ser pego. Não ainda...
Tinha que quebrar uns pescoços no Mike’s para ensinar noções de arte para aqueles babacas... Laranja, não é alaranjado!

Com as mãos sujas de sangue, olho mais uma vez para a foto de Linda...


Alguém atropelou a minha cachorrinha, e esse é o tipo de coisa que eu não perdôo!

Continua...


Aê!
O meu segundo conto...

Pois bem... Esse é um pouco diferente do anterior, mas eu notei que eu repito bastante elementos.
Meu estilo próprio? Talvez.

Esse é meio "A la Frank Miller"...

Se o pessoal gostar, quem sabe eu não faça uma continuação.


Escrito por Tuan às 16h21
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Terça-feira , 18 de Março

Multididata

Estou treinando o meu inglês, desenvolvendo o meu discurso e aprendendo tipografia sozinho, tudo de uma vez!!

O que me deu? Bem... Eu fiquei com inveja da dedicação dos japoneses. Como você pode acompanhar no vídeo:

Onde mais você encontraria aula de inglês, aeróbica, novela e noções de auto-defesa em um único programa?


Escrito por Tuan às 23h28
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Agora!

Agora eu estou escrevendo!
Agora pessoas estão fazendo sexo sem proteção
Agora a justiça está sendo pervertida em alguma corte
Agora oportunidades estão passando por você
Agora você poderia estar lá fora
Agora a luz de uma estrela em M-5 está se dirigindo para Terra
Agora a luz que deixou M-5 a mil anos está chegando na Terra
Agora você está lendo o que escrevi
Agora, Culpa está fazendo alguém se remoer
Agora há uma fábrica de bombas trabalhando duro!

Agora você está sentado muito perto...
Agora alguém teve uma má idéia!
Agora companias de óleo e homens velhos estão no controle
Agora não há nada mais duro que o arrependimento
Agora é só um tempo entre eras de gelo
Agora a verdade está sendo obscurecida...
Agora ciência está criando um tomate melhor!
Agora porcos estão sendo transformados em almoço
Agora alguém está trabalhando duro por um salário minimo...
Agora uma loja de conveniências está se abrindo
Agora eu estou pensando no meu futuro
Agora alguém está pensando no passado...
Agora alguém está pensando em Você!
Agora ostras estão sendo violadas...
Agora ninguém está a salvo da solidão!
Agora está frio onde alguém que você ama vive...
Agora há um homem louco perambulando pelas ruas de sua cidade...
Agora alguém está tentando descobrir como se diz "Cachorro", "Uiva" e "Lua" em Francês, só para o caso de haver necessidade...
Agora um homem cansado está feliz vendo o que realizou!
Agora um bebê nasceu!
Agora você gostaria de ter um monitor maior!
Agora alguém está aprimorando alguma habilidade!
Agora a morte de alguém foi inevitável...
Agora um artista obteve o seu triunfo
Agora o nível de água potável do mundo diminuiu
Agora o mundo está uma zona lá fora!
Agora um homem disse Sim, quando queria dizer Não!
Agora é um momento que não volta atrás...
Agora eu percebi que ninguém vai ler isso tudo!
Agora você não acredita que leu isso tudo!
Agora a música está acabando...
Agora uma folha caiu de uma árvore
Agora a justiça foi feita em alguma corte!
Agora alguém gostaria de estar do lado de dentro
Agora a inspiração se foi...
Agora você deveria estar fazendo algo melhor
Agora... eu tenho que ir.

Ouvindo>> "Van Hallen - Right Now!"


Escrito por Tuan às 17h06
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Segunda-feira , 17 de Março

Cansou de ser Sexy?

Eu também!

Baixei a guarda e finalmente ouvi a banda brasileira, Indie/grunge/reggae que faz o maior sucesso lá fora, e já até lançou um álbum massa, tendo iniciado a carreira como Web Celebrities, tendo em seu histórico, um vídeo que foi TOP de visitações em todo o Youtube. Isso não é poca merda não... Muuita polêmica!
É sério... As músicas são boas! Elas tem uma simplicidade tão complexa que você pensa que poderia fazer igual ao melhor, mas se sente mordido por não ser de verdade capaz e/ou de não ter pensado em algo tão bacana antes.
Acredita em mim!!

Mas se eu não passo confiança... Vai lá no MYSpace e verifica você mesmo... Se bem, que eu devo ser o único que ainda não conhecia a banda.


Ouvindo>>> "CSS - Pretend We're Alala"


Escrito por Tuan às 23h31
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Testando 1,2,3

Google

Aê... Agora que a  Mestra Ana  me ensinou as táticas anciãs de HTML o meu blog sofrerá mudanças visuais radicais para melhor!

Vocês não perdem por esperar!


Escrito por Tuan às 15h00
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Para os stalkers de plantão...

Pra quem sempre quis saber tudo sobre o meu dia-a-dia, mas não é a minha mãe, agora pode me seguir no Twitter

Não precisa empurrar, tem pra todo mundo!


Escrito por Tuan às 14h43
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Qué chiclé?

FAZ O SEU!

É mais ou menos essa a idéia que Alexandre e Daive tiveram... Só que o obejto em questão não é nenhuma "guloseima plástica" e sim, o todo-poderoso-super-cobiçado-faz-tudo NOKIA N95!

Os nerds criaram o blog Área 95 onde você poderá aprender como transformar seu aparelho de celular comum em um Nokia N95 caseiro, se você se der bem como um "Doutor Frankstein tecnológico" você pode até descolar um no concurso feito por eles.

Então não pense duas vezes... Pegue suas tralhas tecnológicas, fita crepe, "superbondi", muita criatividade e mãos à obra!!


Ps:. Alexandre e Daive são também conhecidos como Jovem Nerd e Azaghâl, do site O jovem Nerd!
Mas se você não sabe disso, você não merece estar na frente desse computador.
Mas já que está vote neles no IBEST!
Escrito por Tuan às 14h20
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Sexta-feira , 14 de Março

Enxarcado


A incômoda luz do sol me desperta pela manhã.
Bocejo e tento levar a mão ao rosto, mas sinto que um dos meus braços está enroscado.

Está enroscado nos cabelos da loira deitada ao meu lado. Seu corpo nu debaixo do lençol me trás a lembrança da noite passada. Que noite!

Eu a conheci no bar. Ela se sentou ao meu lado no balcão e eu perguntei seu nome.
Evi tinha os olhos azuis, e os cabelos bem penteados. Usava pouca ou nenhuma maquiagem, a luz desses lugares costuma enganar. Usava um vestidinho simples, e um casaquinho de lã, bastante charmoso. Faz frio nessa época do ano por aqui. Bastante frio.
Notei também que ela usava aqueles sutiãs com enchimento, nada de mais, ela era perfeita.

E tem os lábios mais bonitos que uma pessoa pode ter, convidativos e sinceros.

A conversa fluiu rápido. Tinhamos bastante coisa em comum, como por exemplo, o fato de não gostar de ficar em bares...
Logo fomos para o meu apartamento.
Abri uma garrafa de vinho barato, a única que eu tinha. Ela foi educada e não comentou nada.

Vinho barato é um barato. Nós rimos muito... De repente, o silêncio! Ela tem os lábios mais bonitos que uma pessoa pode ter, convidativos e sinceros.
Caramba! que sorte eu tive... Ela é uma deusa. Evi, a deusa germânica. Ou alguma coisa assim.

Eu tentei me levantar sem acordá-la. Fechei as cortinas para ela não ser incomodada pelo sol como eu fui.
Coloquei o mesmo jeans que usei na noite passada, peguei o relógio e fui pra cozinha.
Os ponteiros diziam que ainda era cedo...

A louça do macarrão que eu preparei ainda estava lá, então eu tratei de lavar.
Enquanto a água escorria pelos pratos eu pensava na minha vida... E em como ela mudou nas últimas semanas.

Desde que havia concluído a faculdade, dois anos atrás, eu não tinha encontrado um bom emprego na minha área. Até quinta feira passada, quando recebi uma ligação.
Fui fazer a entrevista e me foi oferecido um salário que ia muito além das minhas expectativas. Eu ia conseguir dinheiro e prestígio.

Um amigo do colégio que não via a muito tempo me ligou nesse sábado. Ele ia passar pela cidade, e queria saber se eu podia beber alguma coisa com ele.
Nós nos divertimos muito falando sobre as coisas do passado e de como elas haviam mudado. Ele estava bem mais maduro, usava roupas caras e tinha uma barba.
Ele me mostrou a foto do seu filho e de sua esposa.
E ainda pagou a conta! Gentileza dele.
Deu-me seu novo endereço e me convidou para um churrasco qualquer dia desses... Ele é um cara legal, e fiquei muito feliz em revê-lo.

Segunda feira, recebi um e-mail de uma editora. Eles estavam interessados em publicar o meu livro e pediram pra eu passar lá hoje mais a tarde, antes do almoço.

Pela primeira vez, estava tudo dando certo na minha vida. Tudo tão certo!


Eu preparei uma bandeja de despertar para a musa deitada na minha cama.
Ela sorri como os anjos devem sorrir quando eu a acordo com um beijo na testa.
Eu digo pra ficar a vontade, que ia tomar um banho. Ela diz que não e me acompanha.

Sou um cara de sorte! Muita sorte!


Ela veste uma das minhas camisetas com estampa colorida, e pergunta se pode ficar para o almoço e preparar alguma coisa como recompensa pela noite de ontem. Digo que ela pode ficar, mas que ela não me deve nada. Ela insiste. Eu a beijo.


Visto belas calças de gabardine, camisa de seda prateada, gravata Armani vermelha. Fico bastante distinto, mas nada muito formal.
Desço o elevador do prédio, ao lado da minha vizinha e seu cachorrinho irritante. Estranhamente, ele não está latindo hoje. Menos mal.

Dirijo por uns quinze minutos, pego uma via mais afastada da cidade, para cortar caminho e evitar alguns semáforos. Dali, eu também poderia ver o mar.
Haviam poucos turistas nessa estação, então as ruas estavam mais vazias que o normal.


Ligo o rádio. O locutor fala de alguns fenômenos climáticos anormais, essas coisas de sempre. Mudo a estação, até encontrar uma música animadinha... Curioso, era Robbie Williams.
Quando volto minha atenção ao trânsito, era tarde demais. O carro da frente havia parado de repente, e bato na traseira.

O cinto evita que eu me machuque, mas o airbag não se ativa. Essas porcarias nunca funcionam direito.
O motorista do carro sai correndo, gritando. Eu não entendo.

Olho para o mar, e então eu vejo. "Puta merd..."
BAMF! O airbag dispara.

E em alguns segundos a onda gigante me engole e tudo ao meu redor.
Estava indo tudo tão bem. Tão bem!

O Fim!

--

Vou começar a escrever uns contos aqui. Algumas crônicas talvez.
Pode fazer sentido para alguns, provavelmente não.

Mas agora, toda sexta tem conto novo!!
Querendo vocês, ou não. E seus comentários são bem vindos!

Ouvindo>> Robbie Williams - Beyond the Sea


Escrito por Tuan às 17h59
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